Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Salamaleques

Na semana em que o Raposão apresentou o seu execrando folheto sobre Alentejo e alentejanos, o assunto que mereceu a indignação da nossa educada imprensa foi uma suposta falta de educação de deputadas da "geringonça" - BE, PCP e PEV - que tiveram o supremo atrevimento de não aplaudir o estreante PR.

Tamanha falta de cortesia seria então extensível aos alentejanos presentes na apresentação do inefável Raposão. Indiferentes às mais elementares regras de cortesia, atreveram-se a cantar durante o evento, abandonando de seguida a sala. Pessoas bem educadas teriam obviamente assistido até ao fim em silêncio e sublinhado o final com um cortês e respeitoso aplauso.

De volta ao Parlamento, e esquecendo o facto de tal ocorrência não ser exatamente novidade ( como, muito bem, sublinha o Vítor Dias aqui ), parece ser entendimento de certas inteligências bem pensantes na nossa "imprensa de referência" que faz parte das funções de deputado bater palmas  no final das intervenções…
Mensagens recentes

BullyinGR

"I care not what puppet is placed upon the throne of England to rule the Empire on which the sun never sets. The man who controls Britain's money supply controls the British Empire, and I control the British money supply." 
Nathan Mayer Rothschild, 1815

Dita há exactamente dois séculos atrás pelo funding father do capitalismo global, esta é hoje mais do que nunca a máxima dos gurus grandes e minúsculos da chamada economia liberal e das leis dos "mercados". Os serventuários do grande capital encaram a democracia como o melhor sistema sempre e quando sejam eles ou os seus amigos a ganhar. Para esta gente, um governo que, ainda que de forma tímida - e é isso que o governo grego é - lhes faça frente é algo de inaceitável.

O folhetim a que vimos assistindo e a que, certamente por piada, chamam negociação, só terá paralelo com as conferencias que sucederam ao final da I Grande Guerra e que culminaram no tratado de Versalhes. As exigências drásticas ai impostas à Alemanh…

Vemo-nos gregos para pagar

O Manel dava voltas e mais voltas na cama, sem conseguir dormir. A Maria, impedida de dormir pelas voltas do marido pergunta-lhe: "Atão Manel, que se passa homem?", "Ai mulher, amanhã vence a letra de 500 contos ao vizinho Alberto e eu não tenho dinheiro para lhe pagar." "Ai, então é isso?", responde-lhe a Maria. "Pera ai que eu já resolvo o problema." A Maria levanta-se e, após alguns minutos, volta decidida: " Vá Manel, já podes dormir descansado!", "Então Maria??!!", "Olha fui bater à porta do vizinho e dizer-lhe que não tens dinheiro para lhe pagar, agora quem não dorme é ele!"

Vale tudo para dobrar a escolha de um povo. A ameaça, a chantagem, a tentativa de suborno. Habituados a yes-men subservientes os DDTs europeus espumam de raiva com os resultados das eleições gregas. Para esta gente a democracia só é válida quando os povos votam de acordo com os seus desejos. Para a corte da Sra Merkel a verdadeira votação …

Puta que pariu!

A graçola boçal do nosso PM em resposta a uma invectiva do deputado Louçã, parece estar a gerar uma espécie de mini-tornado na cena politica.

As posições extremam-se entre os que acham ser legitmo tais desabafos e aqueles que consideram completamente desajustado tal comportamento

Diga-se desde já que nunca simpatizei com o estilo "tele-evangelista" de Francisco Louçã. Mas será legitimo a um Primeiro Ministro responder a um deputado - a qualquer deputado - com tamanha dose de sobranceria?

E não se diga que mais uma vez a culpa é da comunicação social, apostada em aproveitar todas as tiradas do nosso PM

Nem se diga que foi um desabafo, um deslize. Afinal estamos a falar de José Sócrates, o mestre da dissimulação e da postura estudada. Quem já viu uma entrevista do homem sabe do que estou a falar. Este é ohomem que, numa anedota que me contaram um destes dias, sairia dos destroços fumegantes do avião do presidente da Polónia, com o fato impecável e a declarar que a notícia do acid…

u-boats

Portugal e a Grécia partilham pelo menos mais alguma coisa do que a desgraça das finanças: a aquisição dos mesmos submarinos à Alemanha. O tal país solidário em que os governantes tecem críticas ao carácter parasita de alguns países - leia-se Grécia, Portugal e quicá Espanha.

Pela minha parte, proponho uma forma simples de resolver tudo isto: devolve-se os barquinhos subaquáticos aos boches com um cartãozinho a dizer: "desculpem lá o mau jeito, tão carregadinhos de razão, nós não temos dinheiro para mandar cantar um cego, quanto mais para comprar submarinos. Temos pena, tomem lá os barquitos de volta, não há euros para os pagar." E prontes, a malta grega e tuga livra-se de um quinhão valente do deficit - praí uns mil milhões de euros no caso nacional, basicamente o dobro para os gregos. Os boches ficam com os barquitos na mão mas livram-se de ter de dar dinheiros para estes preguiçosos degenerados do sul. Ou então aceita-se aquela sugestão de vender ilhas, neste caso de troca…

Congelados

Começou pelos salários da Administração Pública (curiosidade: tb. estarão incluídos os salários de ministros e deputados?). Depois foi o TGV ( mas não o Aeroporto ). A seguir anunciou-se que os congelamentos se estenderiam a um conjunto de despesas de apoio social: RSI, subsídio de desemprego, até o Complemento Social para Idosos.

É por isso da mais elementar justiça que seja também congelada a aplicação da tributação às mais valias bolsistas, não se percebendo os rebates de má consciência de alguns deputados do PS.

Finalmente fica também congelada a privatização da RTP aparentemente por necessidade de "«reequilíbrio financeiro», nas palavras do inefável Teixeira dos Santos. Permitam que traduza: até que o Estado nela injecte o dinheiro (dos contribuintes) suficiente para anular o grosso défice e a tornar apetecível para algum salvador capitalista. Business as usual: privatizar o lucrativo e nacionalizar os buracos financeiros