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A mostrar mensagens com a etiqueta Sindicatos

O sindicato que estava mais à mão

Aparentemente a união de sindicatos queimou prazos e avisou da manif demasisado em cima da hora... aparentemente este facto foi classificado pelo corpo de segurança pessoal da PSP como gerardor de uma situação de risco... aparentemente os potenciais atentadores da segurança do PM seriam os sindicalistas em geral e os comunas em particular... aparentemente o melhor sitio para reunir informações sobre estes perigosos agitadores é a delegação local - ali, ao virar da esquina! - do sindicato dos professores... aparentemente o senhor Primeiro Ministro e o senhor Ministro acham normalissimo que a policia ande a visitar sindicatos a inquirir sobre as actividades sindicais... ( estou mesmo a ver o Zé Magalhães, polemista da TSF, a insurgir-se contra tais desmandos. Aparentemente o Dr. José Magalhães, Secretário de Estado do governo Sócrates, assente com a cabeça às certezas do sr. Ministro...) It's 4 AM and all goes well!...

Sinal dos tempos

"Consideram, assim, estas quatro Confederações Patronais ser este o momento oportuno para exporem o quadro que entendem dever resultar da projectada revisão da legislação laboral e que consideram ser crucial para a competitividade e viabilidade do tecido empresarial em Portugal." A proposta das confederações patronais ( CAP, CIP, CCP e CTP ) é simplesmente obscena. Querem estes senhores, entre outras bagatelas, admitir a possibilidade de despedimentos sem justa causa ou até por motivos políticos e ideológicos, eliminando da Constituição as limitações aos mesmos. A proposta destes senhores pretende varrer de uma só penada alguns dos direitos mais fundamentais dos trabalhadores transformando-os em meras peças de uma qualquer engrenagem produtiva. Afinal serão esses tais direitos os responsáveis últimos pela falta de competitividade da economia nacional. O que não deixa de ser curioso atendendo ao resultado de um estudo recente, realizado pela Mckinsey junto de quatro mil emp...

Os números da greve

Não sei se a greve foi mais ou menos geral nem estou particularmente interessado no numero exacto. Gostaria apenas de saudar o bom senso da CGTP ao não avançar com os números habituais. Reconhecendo embora que se vai aplicar o velho aforismo do "preso por ter gato e preso por não ter", e que os comentadores do costume - os tais que sempre arengam contra os "números irreais" devidos ao "monolitismo totalitário" da Inter - vão agora expor aos nossos olhos desatentos que tal se deve a uma manifesta fraqueza da central sindical. Ao contrário do Governo que, depois de se ter desdobrado em vagas manobras intimidatórias (como na chumbada fichagem dos grevistas da AP), nos quer agora fazer crer que se tratou de mais um dia normal e que os únicos problemas foram causados por meio dúzia de comunas agitadores.