
Tamanha falta de cortesia seria então extensível aos alentejanos presentes na apresentação do inefável Raposão. Indiferentes às mais elementares regras de cortesia, atreveram-se a cantar durante o evento, abandonando de seguida a sala. Pessoas bem educadas teriam obviamente assistido até ao fim em silêncio e sublinhado o final com um cortês e respeitoso aplauso.
De volta ao Parlamento, e esquecendo o facto de tal ocorrência não ser exatamente novidade ( como, muito bem, sublinha o Vítor Dias aqui ), parece ser entendimento de certas inteligências bem pensantes na nossa "imprensa de referência" que faz parte das funções de deputado bater palmas no final das intervenções de qualquer PR. Pela minha parte não me parece que tais salamaleques sejam uma obrigação dos deputados nem que o Parlamento tenha que ser uma espécie de baile de debutantes dos PRs. Parece-me também que deselegante será antes o comportamento de certos canais de TV que se permitem discutir o assunto sem convidar as partes atingidas. Mas esta postura de clara discriminação também já não surpreende.
Surpresa será talvez o alinhamento de alguns neste coro de condenações de uma atitude mais que legítima. Repito: para mim a Assembleia não é uma associação de jogos florais; é um fórum em que todas as posições e atitudes tem uma lógica política subjacente.
Alekum es-salaam!
PS: Ainda a propósito de boa educação registe-se a atitude da PSP que pediu desculpas na hora por ter agredido "por engano" um conjunto de suinicultores que abandonavam o protesto realizado em Lisboa. Embora louvando a atitude, convém dizer que evidentemente fica aquém do exigível.
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