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Charles Dickens

Existe em Fronteira um juiz que acha que o melhor para uma criança é fechá-la num lar. Sustentando a decisão na sua própria interpretação de conceitos e diagnósticos para o qual não está ( nem se espera que esteja ) tecnicamente capacitado. Se não se permite a um psicólogo tomar decisões judiciárias porque se tolera poder um juiz tomar decisões que aparentemente vão contra os proprios pareceres dos especialistas?

Será que o superior interesse da criança consiste em separá-la dos pais, da família, dos amigos? Não haveria outras soluções menos penalizantes para a menor? Esta gente não tem filhos??

Este é aliás um problema recorrente na justiça em Portugal: o de um juiz se arrogar o direito de decidir ao arrepios de pareceres tecnicos, como se fosse detentor da verdade única e mais sábio que os sábios. Que se apresenta na primeira aula das Faculdades de Direito deste país oi exemplo de Salomão!

LINHA DA FRENTE - Vídeos Multimédia RTP

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