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A manif, a ministra e os validos

Que se pode dizer quando bem mais de metade dos professores portugueses sai à rua para reclamar das politicas da Ministra da Educação? Provevelemnete haverá que reconhecer que algo está mal. Embora Augusto Santos Silva possa argumentar que os burros são eles. Que Emidio Rangel usa a tribuna do Correio da Manhã para distribuir vitupérios sobres os professores. Que o João Tunes ache uma "vil tristeza fazer-lhes a vontade". Ou que Vital Moreira recupere as teses da Maioria Silenciosa

Comentários

Anónimo disse…
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De Frost a Seeger

Recentes citações de um amigo vieram recordar-me um autor que já não lia há coisa de três décadas: Robert Frost. Acudiu-me à memória um poema que me marcou, "On a Tree Fallen Across the Road", uma alegoria sobre as surpresas que a vida nos reserva e a nossa capacidade de as superar And yet she knows obstruction is in vain: We will not be put off the final goal We have it hidden in us to attain, Not though we have to seize earth by the pole E como os pensamentos são como as cerejas, o poema de Frost levou-me de imediato à canção de Pete Seeger que se tornou num dos hinos mais fortes do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos dos anos 60. Com a diferença - essencial! - de que aqui a mensagem já não é individual mas colectiva: "we shall overcome, some day"

A Ota é para os otários

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Casamentos de Santo António

Acho no mínimo curiosa esta trapalhada dos casamentos de Santo António . Primeiro a Câmara diz que casa homossexuais, depois a Igreja esbraceja, depois a Igreja protesta, depois a Câmara recua, depois as organizações LGBT protestam. Eu, que sou um ateu empedernido mas que até nutro uma certa simpatia pelo Santo Antonico, acho absolutamente indecoroso ( para não dizer algo mais violento ), que alguns pares, sejam eles hetero ou homo, se pretendam aboletar à sombra da benção do santo - que é como quem diz dos euros camarários - sem para isso alinhar no casamento católico. Parece que estamos como dizia o outro: ou há moralidade ou comem todos!