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Pilotos e políticos

Vital Moreira insurge-se contra a greve dos pilotos e sugere a divulgação pelo Governo da remunerações e "privilégios injustos" da classe.

Sem deixar de concordar com ele, não deveria o mesmo aplicar-se aos políticos?

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De Frost a Seeger

Recentes citações de um amigo vieram recordar-me um autor que já não lia há coisa de três décadas: Robert Frost. Acudiu-me à memória um poema que me marcou, "On a Tree Fallen Across the Road", uma alegoria sobre as surpresas que a vida nos reserva e a nossa capacidade de as superar And yet she knows obstruction is in vain: We will not be put off the final goal We have it hidden in us to attain, Not though we have to seize earth by the pole E como os pensamentos são como as cerejas, o poema de Frost levou-me de imediato à canção de Pete Seeger que se tornou num dos hinos mais fortes do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos dos anos 60. Com a diferença - essencial! - de que aqui a mensagem já não é individual mas colectiva: "we shall overcome, some day"

Vemo-nos gregos para pagar

O Manel dava voltas e mais voltas na cama, sem conseguir dormir. A Maria, impedida de dormir pelas voltas do marido pergunta-lhe: "Atão Manel, que se passa homem?", "Ai mulher, amanhã vence a letra de 500 contos ao vizinho Alberto e eu não tenho dinheiro para lhe pagar." "Ai, então é isso?", responde-lhe a Maria. "Pera ai que eu já resolvo o problema." A Maria levanta-se e, após alguns minutos, volta decidida: " Vá Manel, já podes dormir descansado!", "Então Maria??!!", "Olha fui bater à porta do vizinho e dizer-lhe que não tens dinheiro para lhe pagar, agora quem não dorme é ele!" Vale tudo para dobrar a escolha de um povo. A ameaça, a chantagem, a tentativa de suborno. Habituados a yes-men subservientes os DDTs europeus espumam de raiva com os resultados das eleições gregas. Para esta gente a democracia só é válida quando os povos votam de acordo com os seus desejos. Para a corte da Sra Merkel a verdadeira votação ...

A Ota é para os otários

Sinceramente nem sei como classificar as declarações de uma pessoa que até tenho em boa conta ( apesar de ser um ministro de Sócrates ) que classifica a Margem Sul como um sitio "onde não há gente, onde não há escolas, onde não há hospitais, onde não há cidades, nem indústria, comércio, hóteis e onde há questões da maior relevância que é necessário preservar". É disparate a mais para uma só tirada. Seria interessante saber a que se estava a referir o Sr. Ministro. Aquilo ali do outro lado não é Portugal? Como não restam dúvidas de que lá existe gente e comércio e indústria e cidades, só resta admitir que o nosso governo se prepare para suprir as outras faltas - escolas e hospitais - e resolver as outras questões, sejam elas quais forem, que importa preservar. O sr. ministro mais que insultar os povos de além Tejo, insultou a inteligência de todos nós. Quem insulta deve por isso pedir desculpa. Por mim, desde já o aviso que, como Director Geral de Educação da minha casa, lhe ...